Londres - Parte 1: A chegada!

Após 8 meses da minha viagem (que foi em setembro de 2011), finalmente criei vergonha na cara (rs) e resolvi começar a série de posts que prometi sobre Londres e Paris. Começarei pelo lugar que visitamos primeiro: Londres.
Era uma das cidades do mundo que eu mais queria conhecer, não apenas pela beleza e atrações, mas também por causa da música - muitas das minhas bandas e cantores favoritos são ingleses, então sempre tive grande atração pelo lugar. ;)


Sou muito organizada e já tinha preparado documentação, roteiros, mapas, checklist pra não esquecer nenhum item e tudo mais... por isso não esperava passar por uma preocupação já na Polícia Federal antes de embarcar: não tinha levado a certidão de nascimento da minha filha (na minha cabeça, apenas o passaporte seria suficiente, porém o passaporte novo não possui "filiação" para comprovar que somos pais dela). Sorte que eu tinha o documento digitalizado em meu e-mail e chequei ali na frente da oficial, além de termos nós 3 (eu, ela e meu marido), sobrenomes idênticos.


Aliás, aqui vai a primeira dica para quando se viaja pra fora do país:   digitalizar todos os seus documentos e deixar numa pasta virtual (pode ser seu e-mail), pois caso algo aconteça fora do país, como perder o passaporte, essa medida te ajuda no consulado. Digitalizei todos os documentos necessários pra tirar o passaporte, mais o próprio passaporte, cópia das reservas e vouchers. Também enviei para meu e-mail todos os endereços úteis (embaixada, hotel, Seguro Saúde, Agência, CIA aérea, etc).



Outras dicas:
- colocar nome na bagagem, inclusive DENTRO da mala. Dentro da mala, coloco também o destino e número do vôo. Usar cadeado; 
- na mala de mão, levar uma ou duas trocas de roupa caso a mala seja extraviada;
- eu sempre misturo nas malas roupas minhas, do meu marido e da minha filha... assim, se uma bagagem for extraviada, cada mala tem roupas de todos para ir "quebrando o galho" até que a mala seja encontrada ou alguma solução seja dada;
- não ir com muitos itens metálicos (cintos, pulseiras, etc) para facilitar o check-in;
- não é possível comprar remédios sem receita médica por lá, então é bom levar de casa os remédios que costuma tomar (dor de cabeça, cólica, relaxante muscular, xarope, etc), com uma receita junto. Eu pedi pro meu gastro e pro pediatra da minha filha fazer essa receita e levei tudo na bagagem que foi despachada;
- há restrição de quantidade de líquido que se pode levar na bagagem de mão: recipientes com até 100ml de capacidade. Outras dicas sobre limitações no site do aeroporto.


Escolhemos um vôo noturno da TAM, sem escalas, pois eu e meu marido achamos que seria o melhor para nossa filha de então 5 anos, a Helena. E realmente foi uma escolha acertada: pouco tempo depois de entrarmos no avião, o jantar foi servido, ela assistiu um filme e acabou dormindo até a manhã seguinte, quando o café da manhã foi servido. As 12 horas de vôo foram bem cansativas pra mim e para meu marido, pois a Helena muitas vezes deitava em nosso colo, então não foi nada confortável. rs   Nos distraímos assistindo algumas séries e filmes para o tempo passar. :)


Aeroporto Heathrow
Chegamos em Londres por volta da hora do almoço (mas ainda estávamos no fuso horário brasileiro, onde ainda era de manhã). Na fila da imigração, batia o medo de ser mandado de volta para o Brasil. :P  Para quem não sabe, não é necessário visto antecipado para conhecer a Europa, porém há uma entrevista na imigração na entrada do país e, se desconfiarem que você esteja indo pra ficar, podem te mandar de volta. Levamos documentos que comprovavam nosso vínculo com o Brasil (cópia de documentos da casa, do trabalho do meu marido, etc). O agente da imigração fez apenas duas perguntas:
- Qual o motivo da sua viagem?
- Quantos dias ficará em Londres?
Respondidas, carimbou nosso passaporte e "Welcome to London". :)
Saímos dali aliviados, pois mesmo sabendo que estávamos a turismo, o medo sempre bate. :P



Decidimos ir de metrô para o nosso hotel, no bairro de Hounslow Central, pois há uma estação de metrô dentro do aeroporto e uma em frente ao nosso hotel, e também não estávamos carregando muitas malas - apenas 2, no total.

Na própria estação do aeroporto (Heathrow) compramos um "Oyster Card", um cartão que você carrega com o valor desejado e vai usando em suas viagens - como o "bilhete único", que usamos aqui em São Paulo. Compensa muuuito esse Oyster Card, pois as passagens avulsas são muito caras em Londres. Você paga um depósito de 3 libras pelo cartão, que é devolvido se você devolver seu cartão quando for embora de Londres.
AQUI você encontra encontra mais informações sobre o Oyster Card.


Estação Heathrow
A estação do aeroporto (Heathrow) era um tanto feia, mas logo isso perdeu a importância quando lembrei de como o metrô londrino é eficiente e cobre tão bem a cidade com tantas linhas e estações [mapa aqui].
Nosso hotel ficava perto, apenas 3 estações dali - porém, longe do centro, uns 35 minutos, mas falarei disso depois.



Days Hotel Hounslow
Ficamos hospedados no "Days Hotel Hounslow" e simplesmente adorei!
Quarto amplo, banheiro idem, tudo muito limpo e confortável, com funcionários simpáticos e eficientes, sempre dispostos a ajudar. Pelo hotel em si, super recomendo. Fica perto do metrô (100 metros da estação Hounslow Central) e perto dos principais pontos da região, embora o bairro não tenha muita coisas (ponto negativo, rs).
O restaurante onde era servido o café da manhã era muito agradável, com teto de vidro que deixava o ambiente claro e interessante.
Área do bar


 Ao lado do restaurante, um bar, com as mesmas paredes e teto de vidro, permitindo olhar o movimento da rua e trazendo iluminação natural para o ambiente. Bem aconchegante.

Falarei mais sobre o café da manhã no próximo post, com mais fotos.




Folhetos e mapas disponíveis


Uma imagem interessante que encontrei no
Pinterest sobre as tomadas no mundo
Levei um adaptador de tomadas universal, mas não funcionou.
No hotel eles emprestam um, mediante pagamento de um depósito, que é devolvido quando você devolve o adaptador. O primeiro que peguei não funcionou. rs
Como logo em seguida fui conhecer o bairro e passei por uma "loja de 1 libra" (já contarei sobre isso), preferi comprar um adaptador lá e devolver o do hotel.


O passeio pelo bairro foi básico, não fomos para muitos lugares, mas direto à "High Street", o calçadão de lá, com várias lojas e alguns lugares para comer. Impossível não reparar como no bairro praticamente só há indianos e turcos. Os funcionários do nosso hotel também eram indianos.
No caminho, ainda não habituados à mão esquerda para os carros, estranhávamos muito... a impressão que dá é que vem carro da esquerda, da direita, de cima e de baixo. kkkk  Exageros à parte, é muito esquisito e dá uma certa insegurança ao atravessar a rua - e foi assim até o dia de ir embora.
Minha filha bateu o olho no Mc Donald's e quis experimentar (queria o brinquedo do Mc Lanche Feliz de lá, rs), então decidimos ir, até porque os restaurantes propriamente ditos no bairro não nos agradaram muito (o que pressenti que seria um problema para os próximos dias, rs).


Meu marido pediu o de sempre (Big Mac, rs), minha filha também (Mc Lanche Feliz) e eu, como sempre, querendo experimentar. Pedi um wrap (foto da esquerda), que era grande e, ao contrário do que imaginei, matou minha fome.
Como grande viciada em batatas, quis experimentar uma diferente também, então pedi "wedges", fritas mais grossas e com um molhinho que adorei. :)





Continuamos nossa caminhada pela High Street, observando que havia ali algumas lojas que me interessariam bastante pra visitar um outro dia: Primark (conhecida por ter roupas com preços bem em conta), Superdrugs, Boots (perfumarias enormes, com lojas espalhadas por toda a cidade), TK Maxx, um shopping pequeno com lojas como a Claire's, mercados... o que eu não sabia é que não teríamos tempo de visitar essa rua novamente em outro dia, pois nessa época do ano (setembro) tudo fecha cedo por lá: por volta das 18h. Em todos os dias seguintes íamos pro centro e sempre voltávamos depois desse horário. :(    Apenas no penúltimo dia em Londres que chegamos perto das 18h e ainda conseguimos entrar na Primark, onde comprei jaquetas bem quentinhas e boas pra minha filha (e que custaram super baratas). A loja fechou e ainda estávamos lá dentro, porém já foram avisando quem ainda estava por lá que fechariam, então tivemos que nos apressar e não vimos nem metade da loja. :(



Uma das lojas que fomos no primeiro dia foi a Poundland, onde tudo custa uma libra e tinha muitas coisas legais. É muito amor! ♥ Comprei muitas coisas lá e parece que não comprei o suficiente. rs
Peguei adaptador de tomada, cachecol (super bonitinho!) pra minha filha, muitos doces e guloseimas, artigos básicos de higiene como shampoo e pasta de dente pra usar na viagem (acaba saindo mais barato que no Brasil, e  sempre de marcas conceituadas, nada de "genéricos"), fôrmas de silicone para cupcakes, cortadores fofos de biscoitos, artigos de papelaria pra distrair minha filha (livros de pintura, lápis de cor e outros), etc.  Me arrependi depois de não ter comprado mais coisas, rs. Até um pacotão de Kit Kat custava uma libra lá (em nenhum lugar encontrei por esse preço depois!).




Estação do metrô "Hounslow Central"
Plataforma da estação






Voltamos para o hotel  e nos preparamos para ir para o centro. No primeiro dia, os 35 minutos de metrô do hotel ao centro não incomodaram, ainda mais pra quem está acostumado a andar de metrô em São Paulo... nos dias seguintes, essa distância se tornou cansativa e, talvez apenas por isso, não me hospedaria no Days Hotel novamente quando voltar a Londres. O custo benefício é excelente: um hotel do mesmo nível no centro sairia bem mais caro, então achei que valia a pena ficar um pouco mais longe, mas com fácil acesso ao metrô, mas realmente cansou um pouco nos dias seguintes. Talvez sem criança esse percurso seja mais tranquilo, mas não era nosso caso.



O metrô em Londres não é dos mais baratos, dependendo do horário que você pega (há diferenças nas tarifas de acordo com o horário) e da zona que você visita. No próprio aeroporto, quando chegamos, pedimos um cartão no metrô, que você recarrega com o valor desejado.
Brinco dizendo que as catracas (foto ao lado) são "violentas"... elas abrem quando você encosta seu cartão e você tem que passar rapidinho, pois elas fecham em cima de você com força. rs  Pense bem antes de passar com suas malas por ali. :D


Chegamos no centro já à noite, pois eu queria fotografar alguns lugares iluminados e não sabia se teria essa oportunidade nos próximos dias: pela distância do hotel, nossa intenção era irmos de manhã pro centro, visitarmos tudo o que quiséssemos e voltarmos no final da tarde/início da noite.


No metrô (lá chamado de "underground" ou "the tube"), todos os dias era aquela mistura de nacionalidades: você vira pra esquerda, estão falando italiano (e quantos italianos!); pra direita, japonês; pra frente, alemão... era sempre assim.
Para quem está acostumado ao metrô de São Paulo, o de Londres não tem aparência tão moderna, mas é preciso respeitar sua história e lembrar que foi um dos primeiros sistemas de metrô do mundo, além da pontualidade excepcional (em algumas estações, há indicação de horário de chegada do próximo trem, sempre com minutos exatos).
A cidade é dividida em zonas de 1 a 6, sendo 1 a zona central e 6 a mais afastada do centro. Passagens entre as zonas mais centrais (1 e 2), onde se concentra a maior parte dos pontos turísticos, são mais caras. 


Dica: no metrô de Londres, é preciso passar seu bilhete tanto na entrada da estação, quanto na saída, para que seja calculada a distância que você percorreu (e as zonas). Se você não passar na saída, será cobrado o valor máximo!


Descemos na estação "Piccadilly Circus", um dos pontos mais conhecidos de Londres, onde o pessoal jovem se reúne pra bater papo e sair pra balada.
É uma "esquina", que é ponto de partida pra muitos outros lugares... é uma delícia "se perder" naquela direção e caminhar sem destino.


O encanto vinha em cada esquina, em cada pub que víamos, no charme das construções antigas, na primeira cabine telefonica vermelha vista (pode parecer algo besta, mas é algo que você, estando pela primeira vez em Londres, quer ver, rs). Em cada esquina, eu pensava "Não acredito que estou aqui!".  




Tradicional "black cab"


Taxi não é a melhor opção pra passear pela cidade, não pela qualidade, mas pelo preço - eles não são baratos (pode-se estimar o valor de sua corrida nesse site). Uma corrida, por exemplo, do aeroporto ao centro da cidade, fica em quase 100 libras. Os famosos taxis pretos são excelentes, seguros e com os motoristas mais treinados do mundo - eles conhecem a cidade com a palma da mão e passam por um árduo treinamento, que dura de 2 a 4 anos! Nesse treinamento, eles aprendem sobre todas as ruas, local de todos os teatros e atrações turísticas, numeração das casas, ordem dos prédios, rotas alternativas, além do próprio treinamento como motorista propriamente dito. É uma profissão muito respeitada e concorrida por lá. E não pense que, pelo preço, é fácil pegar um taxi: eles são bem concorridos e vivem cheios. Os motoristas são cautelosos quanto a quem vão levar (não abrem a porta sem que você diga antes seu destino e, se ele não puder ou quiser dirigir naquela direção, não te aceitará como passageiro!).


 Como opção mais barata, há os mini-cabs: são carros normais, de qualquer marca e modelo, sem taximetro (o valor é combinado antes), cujos motoristas são registrados, mas só não podem pegar passageiros na rua... apenas com pré-reserva em local combinado. Porém, cuidado com quem irá contratar. Seu hotel provavalmente tem uma lista de telefones de mini-cabs confiáveis pra te passar.


  Pedindo informações, víamos que encontrávamos poucos londrinos e muitos turistas. De modo geral, as pessoas mais idosas adoram dar informações, são super educadas e explicam detalhadamente, além de geralmente conhecerem bem a cidade.


Admiralty Arch à noite
As pessoas em Londres andam muito rápido (e olha que sou paulistana e apressada! rs), por isso passam o dia pedindo licença e se desculpando por eventuais esbarrões. A palavra que mais ouvi em meus dias em Londres foi "Sorry!",. No metrô, nem ouse ficar à esquerda ao subir escadas rolantes, a não ser que queira levar uma bronca. rs


Caminhamos por alguns pontos conhecidos como Admiralty Arch, Trafalgar Square, ouvimos as badaladas do Big Ben - que vimos de longe, até chegarmos à beira do Rio Tâmisa, de onde tivemos uma vista lindíssima da London Eye iluminada (que era um dos lugares que eu queria muito fotografar à noite). Não levei meu tripé, mas consegui tirar umas fotos que gostei muito.


London Eye/Rio Tâmisa

Caminhamos um pouco mais até uma estação de metrô, comemos no caminho e partimos de volta para o nosso bairro, cansados, mas felizes.



Chegando no hotel, resolvemos passar ali perto (2 quadras) no mercado Asda, que é do grupo Walmart e é 24 horas. "Abastecemos" com guloseimas, salgadinhos, sucos de caixinha... essas coisas que sempre gostamos de ter no hotel pra "beliscar" à noite. E quem tem criança sabe que é algo necessário, até pra ter na bolsa quando se sai para passeios. :D



Finalmente descansamos para enfrentar a "maratona" de passeios do próximo dia. :)

Resumo das postagens sobre Londres:  
Parte 1 - Parte 2 - Parte 3 - Parte 4 - Parte 5 - Parte 6



1 comentários:

  1. Uauuuu que chiqueeeeee!!!!!
    Adorei!!!! ;)
    Boa viagemmmm...super beijos

    http://falecomadani.blogspot.com

    ResponderExcluir

Paulistana, casada, mãe de uma linda menina de 10 anos, formada em Psicologia. Ama fotografia, culinária, viagens, cinema e música.

Saiba mais...

 
By Iâni Naíra